Sunday, May 18, 2008

(rabiscos...)

nao sei se morro , se renasco... é fuga ao compromisso? ou busca do significado real?
ja só sei que vivo... que te busco cada vez mais, com mais fervura no sangue, a ponto de ebulição... embriago-me com os sentimentos... busco agora o estado alterado que provém cá de dentro, sinto-o como um familiar próximo perdido ha muito... Dou-lhe um abraço, daqueles... e ele abraça-me a mim, dando-me a esperança de uma outra vida, de um outro eu...

Saudades...

Deixo um trilho por onde passo... De sorrisos, de olhares cúmplices, de socos de mágoa no estômago que não chegam a ser... De abraços... Sim, de abraços sentidos que me dizem que sou de facto especial... Até para os que aprenderam a me odiar...
As saudades são aquela experiência curiosa,
por mais que custe o tempo de "abandono",
quanto maior é, mais intenso é o reencontro...

e se nunca nos desencontrássemos?

Sacrifícios prazerosos

Vozes mudas, silêncios ensurdecedores... todos estes clichés desaparecem quando volto a mim, quando danço contigo, quando falo com ele, quando me prosto altivo com um objectivo conciso em mente e nao me deixo enublar nas escolhas (demasiadas vezes) difíceis que tenho de tomar... É assim que me decubro, que descubro quem sou, o que quero e o que estou aqui a fazer...

Sunday, April 20, 2008

A hard farewell

A tentar adiar o inevitável, aquela despedida que carrega o peso de mil e um adeus, com a suavidade da tua voz a lembrar-me do quão ruidosa a realidade se vai tornar dentro de instantes, o teu toque a deixar o vazio na pele no exacto momento em que largo a tua mão e te deixo ir...
É o inevitável a abater-se sobre mim, não te querer ver desaparecer atrás da esquina mas ser incapaz de desviar o olhar... E de repente, a rua fica vazia, para além do tolerável.
Já não tenho o teu sabor nos meus lábios, já não sinto o teu toque, já não me embalas com a tua voz, já não estás no horizonte...
A realidade volta à sua normalidade, que agora se tornou sufocante...

Friday, April 18, 2008

Quem sabe...

Falta-me o espaço, falta-me o tempo, falta o momento em que... Te agarro e te beijo, e te explico o quanto vales para mim... o quão bonita te acho e te faço sentir num só abraço... Venha chuva para tornar este canto mais aconchegado, venha vento para te despentear e me dar mais uma razao para te alinhar essa madeixa que tanto me enfeitiça... Venha o apocalipse, que te torne mais próxima de mim, pois não me será difícil de o ultrapassar com tal objectivo em mente...
São ondas que me empurram em direcção a ti, ondas de cheiros, sentimentos, e visões... de que isto até pode ser verdade... se acreditares nisto... se TU acreditares nisto... EU acreditar nisto... e então o amor tiver raízes de onde brotar...

Sunday, March 23, 2008

Serás tu...

Tão inatingível como uma ninfa élfica, de beleza qual helénica, uma figura que lembra qualquer vénus aos olhos de todos os que a tentaram esculpir... Mas é no espírito, na tua personalidade que me perco, tu que és capaz de assombrar uma afrodite ou encantar a própria sereia...
És tu quem eu quero...

Wednesday, March 19, 2008

early grave

Cavo um buraco do meu tamanho
para me deitar e ver o mundo de baixo...
Espero a terra que me virá tapar
e vou-me acomodando a este nicho
a que chamo casa...
Até que o coveiro me acorda,
lembrando-me que a casa nem sempre é
o sítio onde repousamos...

Monday, January 21, 2008

"epá... é um processo..."

É a incerteza de se saber (ou não) quem se é... É o não saber que passos afinal já foram dados... É uma incerteza que me sufoca e me aperta o peito a ponto de querer desaparecer...
É o desapontar quando nos confrontamos com os nossos mais antigos erros tornados realidade uma e outra vez, porque afinal... somos mesmo assim...
Primeiro vem a dôr... a confusão mistura-se com ela para lhe dar abrigo no meio de uma névoa intransponível... de seguida vem a desilusão connosco próprios, a mágoa do olhar no espelho que nos fita de forma insuportável... mas depois... depois quando nos dispomos a resolver o que vai cá dentro e fora, aparece uma calma... uma calma extraordinária como nunca senti antes, nem quando tentava adiar o inevitável... agora sinto-me calmo e capaz de resolver... tudo... encho o peito, esboço um sorriso como fazia antigamente e preparo-me para a luta... Afinal percebo quando se dizia "é na dificuldade que surge a capacidade" pois é pai... é na dificuldade que surge a noção das minhas capacidades... dos passos que afinal dei... sem me ter apercebido...

Agora sei que estou a andar......

Monday, January 14, 2008

Onde me guio eu?

Ele ia apanhando os seus objectos pessoais um a um e percebeu então que alguém lhe estava a deixar um trilho... Ainda não fazia ideia de quem poderia ser nem para onde o estava a tentar levar, mas, a cada objecto que apanhava percebia que estavam por ordem de importância... Um isqueiro, um queimador de incenso, uma moldura, até que chegavam a ser fotografias suas com amigos... começou também a reconhecer as ruas que percorria, e que já não se lembrava onde tinha começado este mistério, o sítio exacto onde tinha encontrado o primeiro objecto caído... Tão entretido a colher os objectos e com tanta curiosidade em saber qual seria o próximo só percebeu que porta era aquela em que acabara de dar uma marrada monumental quando olhou à volta e para cima, para o número da porta... Tinha finalmente chegado a casa...