É uma pena não é...?
Monday, October 19, 2009
Thursday, August 06, 2009
Bééé
Condenamos namoros por pensar que podemos antever onde vai dar, não nos relacionamos por saber o que de mal fizemos em relações anteriores, submetemo-nos ás regras de gurus por não querermos suportar o peso da responsabilidade de encarar o presente... onde nos encontramos afinal?
Somos carneiros intemporais, a viver um passado e futuro deformados pelos nossos mecanismos de auto-comiseração, fugindo do presente com a nossa falta de amor-próprio...
Cortem-me os chispes pois eles já não me fazem falta, engordem-me já aqui com as vossas mentiras de vida social perfeita, tosquiem-me até ao fim, pois não sinto frio com este véu de consumismo que cai sobre mim dia após dia...
Quando chegar a minha hora no matadouro, vou estar com um sorriso, pois espero saciar-vos a fome, ó criadores sociais...
Somos carneiros intemporais, a viver um passado e futuro deformados pelos nossos mecanismos de auto-comiseração, fugindo do presente com a nossa falta de amor-próprio...
Cortem-me os chispes pois eles já não me fazem falta, engordem-me já aqui com as vossas mentiras de vida social perfeita, tosquiem-me até ao fim, pois não sinto frio com este véu de consumismo que cai sobre mim dia após dia...
Quando chegar a minha hora no matadouro, vou estar com um sorriso, pois espero saciar-vos a fome, ó criadores sociais...
Regressos
Poses ancestrais, faces irreconhecíveis, uma vida já passou... Sinto-me sempre a renascer, como se o que aprendi não tivesse valor útil neste mundo e precisasse de me transcender para afinal tudo fazer sentido.
-Não estás sozinho - diz-me ela, sem saber que estou a ouvir a voz dela a milhas de distância...
-Eu sei... obrigado... - replico, de olhos já pregados ao chão.
Afinal para quê tanta discussão à volta da semântica? Somos animais em modo de sobrevivência com os dias contados numa incógnita... Somos os últimos da festa que tentam na pista de dança quase vazia (re)encontrar o êxtase, iludidos com estupefacientes, luzes e som suficientes para não perceberem o que estão realmente a fazer...
Eu quero tirar a máscara, cumprimentar as pessoas com a cara de quem vai morrer e sabe, de quem não tem nada a esconder, de quem não precisa de ir a correr para a casa de banho para poder chorar... Eu quero romper o pano da ilusão, quero poder amar um demónio e, por fim, matar os anjos que me sussurraram tanta merda ao ouvido.
Eu sou isto, para quê florear?
-Não estás sozinho - diz-me ela, sem saber que estou a ouvir a voz dela a milhas de distância...
-Eu sei... obrigado... - replico, de olhos já pregados ao chão.
Afinal para quê tanta discussão à volta da semântica? Somos animais em modo de sobrevivência com os dias contados numa incógnita... Somos os últimos da festa que tentam na pista de dança quase vazia (re)encontrar o êxtase, iludidos com estupefacientes, luzes e som suficientes para não perceberem o que estão realmente a fazer...
Eu quero tirar a máscara, cumprimentar as pessoas com a cara de quem vai morrer e sabe, de quem não tem nada a esconder, de quem não precisa de ir a correr para a casa de banho para poder chorar... Eu quero romper o pano da ilusão, quero poder amar um demónio e, por fim, matar os anjos que me sussurraram tanta merda ao ouvido.
Eu sou isto, para quê florear?
Tuesday, July 21, 2009
Falta de tinta...
Quase chega a ser necessário o ataque de ansiedade para pôr fim a este torpor mental. Ou seja, algo horrível acaba por ter as suas consequências positivas. No meio de tanta ansiedade, horas sem dormir, angústia a simular uma roda de camião a passar lentamente por cima do meu peito, chego à conclusão que a vida, nas coisas que nos rodeiam, é ínfima, nada realmente importa. Credo, sexualidade, estatuto social, horários, metereologia... Tudo passa ao lado com maior velocidade do que pensamos, ou nos deixamos pensar...
O que realmente importa neste curto espaço de temp
O que realmente importa neste curto espaço de temp
Monday, July 06, 2009
O fortuna...
O cenário é de sonho, o conteúdo é algo que me parecia elitista até este momento, e de repente, estou envolto numa aura de contemplação que desvanece a anterior euforia transformando-a numa sensação de leve flutuar... A arte estava aqui, ao alcance de todos os que, simplesmente, estivessem abertos à experiência, e quantos eram... Apenas alguns minutos fizeram-me mudar a perspectiva que tinha da minha cidade, mas mais que isso, ali naquele ambiente, senti-me a mudar a perspectiva sobre mim próprio. Afinal os estímulos podem correr diferentes estradas do nosso mapa mental, e acabamos por ser nós a escolher o caminho... Rápido com portagens ou sem horários à beira mar...
Era a banda sonora daquele pôr do sol de há semanas atrás, eram as cores e imponência dos sentimentos que me assombravam há meses, era o meu habitat natural... Por mais que tente fugir, iludindo-me com o que de superficial e de menor esforço existe, eu sou este, que fuma um cigarro a ouvir, no meio da rua, arrepiado até ao couro cabeludo, a carmina burana... De sorriso armado, pronto a agarrar o Karma pelos cornos...
Era a banda sonora daquele pôr do sol de há semanas atrás, eram as cores e imponência dos sentimentos que me assombravam há meses, era o meu habitat natural... Por mais que tente fugir, iludindo-me com o que de superficial e de menor esforço existe, eu sou este, que fuma um cigarro a ouvir, no meio da rua, arrepiado até ao couro cabeludo, a carmina burana... De sorriso armado, pronto a agarrar o Karma pelos cornos...
Sunday, July 05, 2009
Wednesday, June 10, 2009
Schlaf gut...
Fazemos planos, para estar juntos, deixamo-nos estar sem planos, para estar juntos, despedimo-nos sem cerimónia, mas eu ando cortado ao meio pelas ruas no caminho até casa... Os vícios terrenos tentam saciar este quase metafísico vazio, mas apenas confirmam a definição de vício como aquilo que preenche um buraco sem criar algo mais à superfície... A Etta james nunca esteve tão adiantada... Nem sequer neva aqui, podes-me dizer o que há de bonito para mim? O que há de novo???
- Se calhar o teu problema são as rotinas... Isto tem muito mais para oferecer...
- Pois.. Se calhar é isso... Mas, acho que estou farto da mentalidade em si... precisava de algo diferente...
Ó doce eufemismo...
- Se calhar o teu problema são as rotinas... Isto tem muito mais para oferecer...
- Pois.. Se calhar é isso... Mas, acho que estou farto da mentalidade em si... precisava de algo diferente...
Ó doce eufemismo...
Friday, May 29, 2009
Unendlich...
Memórias antigas assolam-me, aquecendo-me o coração.
Como é que um cargueiro cabe em três quadrados de uma grade de protecção continua a ser respondido pela magia do momento de encontro à beira rio com o nascer do sol e umas pingas de chuva a intrometerem-se na tela... Qual quadro já pintado conta a história do poncho que serve de abrigo, a risos entrecortados pela vergonha, de olhares mais curiosos que pululam no metro a essas horas? Que cozinha alberga uma história de tal arrependimento e paixão, que até os móveis poderiam falar de momentos de choro e riso de igual intensidade conforme a situação?
Não é uma questão de respectivos,
é um par de timmings, de fase da vida,
que tal como uma marca na pele
feita por uma mala pesada ou um sapato apertado,
nos imprime no interior uma sensação paradoxal
de aperto e alívio,
por nos dar a entender que as coisas não têm fim,
quando ficam cá dentro,
seja qual for a conclusão "material".
Como é que um cargueiro cabe em três quadrados de uma grade de protecção continua a ser respondido pela magia do momento de encontro à beira rio com o nascer do sol e umas pingas de chuva a intrometerem-se na tela... Qual quadro já pintado conta a história do poncho que serve de abrigo, a risos entrecortados pela vergonha, de olhares mais curiosos que pululam no metro a essas horas? Que cozinha alberga uma história de tal arrependimento e paixão, que até os móveis poderiam falar de momentos de choro e riso de igual intensidade conforme a situação?
Não é uma questão de respectivos,
é um par de timmings, de fase da vida,
que tal como uma marca na pele
feita por uma mala pesada ou um sapato apertado,
nos imprime no interior uma sensação paradoxal
de aperto e alívio,
por nos dar a entender que as coisas não têm fim,
quando ficam cá dentro,
seja qual for a conclusão "material".

